Renato Ratier, D-Edge e um sonho que pode se tornar realidade!

Sim, eu sei: sou completamente suspeito para falar do D-Edge São Paulo. Sim, eu sei: pago pau pro som do Renato Ratier e toda a cultura que gira em torno dele e da sua casa, que já foi eleita a 4ª melhor do mundo no Resident Advisor.

Sim, eu sei: também pago pau pro RA. A ponto de ficar irritadíssimo quando vejo o logotipo TOP DJ MAG ao lado de um nome de artista em flyers de festas. Mas ontem eu recebi um scoop com o link para o Resident Advisor que continha o nome do Renato Ratier. Ontem eu li uma entrevista que me fez acreditar novamente no que eu sentava pra debater com Marcelo Abreu há 7 anos atrás (ou mais) enquanto o Psytrance era moda, o Full On era alternativo e o Deep House e Nu Disco eram algo que “nunca iriam pegar”!

A verdade é que o Renato Ratier é, provavelmente, um dos poucos nomes conhecidos que acreditam na verdadeira música eletrônica, seja ela o House ou o Techno, e que realmente investem nesta categoria. Ele abriu as portas do D-Edge há mais de uma década e, de lá pra cá, trouxe nomes consagrados, desde Derrick Carter até Richie Hawtin, passando por Luke Solomon, Cobblestone Jazz, Trentmøller, Sven Väth, Mark Farina, Craig Richards, dentre inúmeros outros para deleite de quem gosta de tanto da verdadeira house music underground de Chicago e New York quanto para quem curte o techno pesado que vem da Alemanha, Bélgica e Dinarmaca.

Foto retirada da entrevista no site Resident Advisor

Mas não é só de nomes importantes que vive o D-Edge. Através da sua booking agency, RR investe em nomes nacionais para dar oportunidade e visibilidade a nomes como os cariocas Nepal, Dri.k, Marcio Careca e dos paulistas Anhanguera, Marcio Vermelho, Kings of Swingers, dentre muitos outros DJs de destaques na cena brasileira. Além disso, o conceito “Música-Tecnologia-Moda” criado por Ratier e pelo D-Edge se expandiu pelo Brasil. No Sul através do Warung, um dos maiores e melhores clubs do Brasil, em Santa Catarina, ele é sócio-proprietário com 25% e curador artístico.

E agora, em 2012, tem planos para abrir a primeira filial D-Edge fora de São Paulo: no Rio de Janeiro! A cidade é repleta de DJs ‘conceituais’ e de ‘formadores de opinião’ e isso será um desafio constante para o club paulista. O Rio tem o público mais aficcionado por música eletrônica do Brasil. Durante o Carnaval, acontece o Rio Music Conference, são quase duas semanas de música eletrônica entre feira, palestras, workshops e baladas. O RMC foi exportado para Miami (EUA) recentemente. Durante o Carnaval, os cariocas, não satisfeitos, invadem o P12, Warung, Pacha Floripa, Sirena Maresias, além da Pacha Búzios e Privilége Búzios.

Nem tudo são flores para os cariocas, que viram boates como o Dama de Ferro fecharem as portas e outras, como Fosfobox, abrirem as portas para o Rock, Indie Pop e Hip-Hop. A sensação que se tem quando se fala sobre o D-Edge no Rio é: será que vai vingar? Será que vai ser igual SP? O D-Edge se ajusta ao Rio ou o Rio se ajusta ao D-Edge?

Sinceramente, esperamos que o Rio de Janeiro se ajuste ao D-Edge. E que isso dê estímulo para o surgimento e crescimento de outras casas conceituais. O Rio merece, o Rio precisa. Para o amadurecimento da música eletrônica no Brasil, precisamos que cada lugar desenvolva seu conceito e sua estrutura. E a hora é agora!

Se quiser ler a entrevista no Resident Advisor com Renato Ratier, acesse o link:
http://www.residentadvisor.net/feature.aspx?1562

Foto retirada da entrevista no site Resident Advisor

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Hot ChipJamie Lidell